Spotlight – Segredos Revelados (2015)

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Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

MAD MAX: FURY ROAD

Fui assistir Mad Max com poucas informações na cabeça (a Charlize Teron está de cabelo raspado e “cara, o filme é muito bom”, basicamente) e para completar a minha meta de assistir o máximo de filmes indicados ao Oscar desse ano. Já consegui (e tem crítica!) Carol e O Regresso e agora venho a vocês com Mad Max: Estrada da Fúria. Se comecei a ver o filme perdida, sem noção nenhuma da história, depois de trinta minutos de filmes, deixei de tentar entender e segui em frente. Hã? Eu explico.

Max é um homem atormentado por um passado trágico – que não é bem esclarecido para o espectador – em um futuro pós-apocalíptico, onde a Terra é cada vez mais tomada por areia, fome e desolação. A região em que Max se encontra é dividida em povoados e ele se põe em problemas ao ficar próximo demais dos meia-vidas. Aprisionado e utilizado como bolsa de sangue, Max vê uma boa oportunidade para fugir quando Nux, seu “mestre” do momento, vai atrás da Imperatriz Furiosa, uma das servas do líder Immortan Joe, que foge com as suas esposas parideiras sob o pretexto de conseguir mais combustível no Vale da Gasolina.

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Ok. Respira. A sinopse já é complicada – e foi complicada para escrevê-la também – então, imagina assistir a esse filme sem ter ideia, nem uma pista mesmo, sobre o que se tratava. Essa foi a minha aventura. Depois de alguns minutos tentando entender aquilo tudo que me era mostrado, desisti e resolvi só me deixar levar pela história. Esta exalava estilo, dificuldade e, bom, poeira. Seus momentos de adrenalina guiam o espectador de maneira surreal de tão atraentes e bem feitos.

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O filme transborda de efeitos visuais incríveis e perseguições em alta velocidade que colocam o público em êxtase. Além disso, é preciso comentar e elogiar Charlize Theron nesse filme. Ela trouxe uma Furiosa forte, determinada, persistente e heroica em uma comunidade onde as mulheres não podiam ser assim, só poderiam responder ao Immortan Joe aceitando tudo o que este mandava. Por isso, entendo o porquê de algumas reclamações sobre a perda do brilho de Tom Hardy, ou melhor do personagem que da nome ao filme, Max. Furiosa é uma personagem muito mais forte e interessante. Contudo, continuações para esta nova leva desse clássico de ação dos anos 1980 são esperadas. O que nos resta é torcer para que possamos entender melhor quem é Max, o que o trouxe até ali, e, claro, o destino da Imperatriz Furiosa. What a lovely day.

posterFicha Técnica:

Título: Mad Max: Estrada da Fúria | Diretor: George Miller | Elenco principal: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult | Indicações ao Oscar: Filme, Diretor, Mixagem de Som, Edição, Edição de Som, Direção de Arte, Fotografia, Maquiagem, Figurino e Efeitos Visuais | Ano: 2015 | Classificação: 4,5 estrelas | Adicionar ao: FilmowLetterboxd

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O Regresso (2015)

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A grande aposta do Oscar desse ano é O Regresso, dirigido por Alejandro González Iñarritu (diretor de Birdman, ganhador da estatueta no ano passado) e indicado a doze categorias, dentre elas Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator. No Globo de Ouro, conhecido como a previsão do Oscar, o filme levou para casa os prêmios das mesmas indicações. Ao assistir ao filme, não é uma surpresa todo o reconhecimento.

Baseado no livro homônimo de Michael Punke, que por sua vez foi baseado na história real do comerciante Hugh Glass, O Regresso se passa em 1823, poucas décadas  antes da Marcha para o Oeste (realizada durante e após a Guerra de Secessão), e conta a história desse comerciante da Companhia de Peles Montanhas Rochosas que encontra-se numa região pouquíssimo explorada dos EUA para lucrar sobre a caça. Passando por frios congelantes e batalhas com os habitantes locais – além de estrangeiros interessados no produto -, o grupo se vê encurralado e com muitas baixas, precisando voltar ao forte para se restabelecer. Durante o trajeto, Glass é atacado por uma ursa e é mortalmente ferido. Aparentemente sem chances de sobreviver, o pequeno grupo deixa para trás três homens para cuidar de Glass e lhe dar um funeral merecido. Isso, contudo, dá início à uma história de sofrimento, perseverança e, mais que tudo, vingança.

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O enredo trouxe controvérsias entre o público. Muitos acharam inquietante, angustiante e incrível, outros acharam a história mais monótona do mundo. De qualquer um dos lados, não se pode negar de que é um grande filme, seja pela história, seja pela técnica. E óbvio que o filme apresenta momentos arrastados, mas condená-lo por isso é, ao meu ver, um grande erro. Na batalha de elogios e defeitos, um grande filme não deixa de ser grande porque você não gosta. Há várias características ali que podem estar além da minha e da sua compreensão que trazem consigo a sua grandiosidade.

Do pouco que entendo, preciso elogiar o tratamento de som. A cada passo, cada respiração, cada ventania sentimos o grau de dificuldade pelo qual todos estão passando – e na maioria das vezes é Glass – como se estivéssemos ali ao seu lado. Além desse detalhe, a filmagem em locação foi incrível, entre o Canadá e a Patagônia, Iñarritu nos põe em um frio que nenhum efeito digital poderia trazer. Ou será que poderia? Já que a ursa foi incrivelmente trazida às telonas graças a um computador, parece que o frio não seria tão complicado… Contudo, estar ali e filmar ali traz mais naturalidade para o espectador e acredito que para a performance do ator.

 Uma das coisas que mais me chamou atenção na história sobretudo foi a intensa relação dos personagens com a cobiça e, em especial, a vingança. Durante todo o filme e principalmente após Glass ser ferido, vemos os personagens buscar vantagens para si ou vingar alguma perda quase que em todas as sequências. E quando o coitado do Capitão busca um pouco de honestidade e dignidade no meio daquele nada congelante é abafado pela atitudes de um dos seus subordinados, brilhantemente interpretado por Tom Hardy. Tudo isso me fez questionar, como espectadora, o quanto, em um lugar e uma situação em que a sobrevivência permanece a maior prioridade e baseada nos instintos humanos, da vingança e da ambição são sentimentos e vontades instintivas e o quanto é uma criação cultural.

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O Regresso foi feito para confirmar que o cinema é uma arte e, portanto, está aberto para interpretações e expressões diferentes do cotidiano, que irão trazer sentimento, sensação e conhecimento para o público. É uma obra que vai além do momento lazer, você vai assisti-la para entrar no oeste dos EUA do século XIX e sentir o frio que cada um da Companhia sentiu, o perigo que corria atrás deles e a falta de esperança de um novo dia melhor. Eu sei que foi o que eu senti: assisti pela experiência e não como um momento de relaxamento. Esse é o meu conselho.

o regressoFicha Técnica:

Título: O Regresso | Diretor: Alejandro González Iñarritu | Elenco principal: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhall Gleeson | Indicações ao Oscar: Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Edição, Edição de Som, Direção de Arte, Fotografia, Maquiagem, Figurino e Efeitos Visuais | Ano: 2015 | Classificação: 5 estrelas | Adicionar ao: FilmowLetterboxd

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“Carol” (2015)

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Com a proximidade do Oscar e suas recentes indicações liberadas, o principal a fazer agora é correr atrás dos filmes que ainda não foram vistos antes do dia 28 de fevereiro. Comecei então por Carol, drama dirigido por Todd Hayes e estrelado por Cate Blanchett e Rooney Mara. O filme está concorrendo em seis categorias: atriz, com Cate Blanchett, atriz coadjuvante, com Rooney Mara, roteiro adaptado, trilha sonora e figurino.

O drama se passa na década de 1950, em uma Nova York fria de dezembro, e nele conhecemos a jovem Therese Belivet (Rooney Mara). Therese trabalha em uma loja de departamentos, tem um namorado e possui um interesse descompromissado por fotografia. Um dia ela conhece Carol. E é aí que tudo muda. Carol Aird (Cate Blanchett) é uma dona de casa rica, instigante, sensual, que hipnotiza Therese ao primeiro olhar. contudo, ela esconde alguns problemas por trás do seu batom vermelho e olhar penetrante. Presa em um casamento infeliz, Carol traz Therese para vida e acaba se deixando envolver pela jovem e inserindo-a em sua vida.

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Esse filme me surpreendeu. É muito melhor do que eu esperava. Por isso, acho que vão chover elogios nessa crítica e, para começar, vamos falar sobre a história. Baseada num livro da escritora Patricia Highsmith primeiramente chamado de The Price of Salt, Carol engloba drama, amor, preconceito e valores familiares em um contexto histórico extremamente complicado para a mulher. Se hoje em dia, com todos os movimentos e as conquistas prévias, a reação das pessoas para com o homossexualismo já é algo complicado, imagine nos conservadores anos 1950? A maneira simples, delicada e leve – apesar dos problemas nele enfrentados pelos personagens não o serem -, sem muitas papas na língua sobre o tema, que foi feita o filme é maravilhosa. Uma história de amor com obstáculos e desenvolvimento muito bem feitos.

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Passando para a atuação, não me surpreenderia se Cate Blanchett ganhasse mais uma vez o Oscar de melhor atriz nesse ano. Depois de ganhar por Blue Jasmine no ano passado, seria muito merecido ganhar o prêmio novamente uma vez que ela trabalhou tão bem, montando uma Carol femme fatale incrível. Seguida pela (oficialmente para mim agora) camaleoa Rooney Mara. Ainda tenho um pouco de dificuldade de enxergar como ela se transformou em Lisbeth Salander em Os Homens que Não Amavam as Mulheres já que em Carol ela era uma versão linda de Audrey Hepburn. Ela fez uma Therese delicada e indecisa, sempre dizendo sim para tudo, e soube fazê-la crescer de acordo com o que a sua história pedia. Não me decepcionaria se ela ganhasse também.

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No que diz respeito a parte técnica, o filme esbanja uma fotografia belíssima, uma trilha sonora adequada e envolvente e um figurino de dar inveja. Em algumas cenas, as atrizes parecem não existir tamanha a qualidade da técnica, como por exemplo no momento em que Therese entra no táxi com seus amigos, bem no início do filme, e observa a rua passando através do vidro embaçado. A trilha só colabora harmoniosamente com o quê os momentos querem nos passar e nos climatizam com essa década tão charmosa da história. E, por fim, o figurino expressa tão bem a época e a personalidade de cada personagem, em especial o casal principal, que talvez tenha se tornado o meu favorito da torcida para a premiação.

É bastante óbvio o quanto eu gostei do filme e espero que a parte de análise justifique o porquê. Assim, vejam o filme, amem o filme, torçam por ele no Oscar. Enquanto isso, vou vendo os outros indicados e esperando que minha torcida não mude porque Carol é realmente muito bom. Eu já disse isso?

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Ficha Técnica

Título: Carol | Diretor: Todd Hayes | Elenco principal: Cate Blanchett, Rooney Mara | Indicações ao Oscar: Atriz, Atriz Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Figurino e Trilha Sonora | Ano: 2015 | Classificação: 5 estrelas | Adicionar ao Filmow

 

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