Mais filmes em 2015 – Março

Tenho percebido que, dentro desse projeto Mais Filmes em 2015, muita gente assiste a filmes mais novos, em alta, e blockbusters. Foi por esse motivo que resolvi continuar com os filmes mais desconhecidos, underground, ou esquecidos pelo tempo para o desafio. Comecei desse jeito como uma experiência (como vocês podem ver nos posts de janeiro e fevereiro), mas vou levar a vertente para frente. Espero que gostem! 🙂

Boa Sorte – Brasil, 2014, Carolina Jabor (adicione ao Filmow) – 2,5 estrelas

Sinopse: João (João Pedro Zappa) é um adolescente de 17 anos que se sente invisível. Judite (Deborah Secco) é uma mulher de 30 anos que já experimentou de tudo. Ela não tem muito tempo de vida e os dois sabem disso. Em uma clínica de reabilitação, eles vivem um amor intenso e transformador. (Fonte: Filmow)

Estava mais que na hora de colocar um filme nacional nesse desafio, não acham? Só acho que não comecei tão bem assim. Para falar a verdade, quando vi o trailer de Boa Sorte no cinema achei que o filme seria melhor do que foi. Acontece. Ás vezes pode ser diferente para vocês. Os pontos altos do filmes foram, com certeza as pontas, de Fernanda Montenegro e a produção gráfica de animação em certos momentos. Sobre o restante, confesso que me decepcionou. O roteiro não é tão bom quanto prometia ser, o menino principal não me impressionou em nada e achei a atuação de Deborah Secco forçada e rústica. Se resolverem assistir, espero que tenham uma experiência melhor.

Era uma vez em Nova York – EUA, 2013, James Gray (adicione ao Filmow) – 3,5 estrelas

Sinopse: 1921. Ewa (Marion Cotillard) e a irmã Magda deixam a Polônia natal para a terra prometida, Nova Iorque. Ao chegar a Ellis Island, Magda, que sofre de tuberculose, é posta em quarentena. Ewa, sozinha e desesperada, cai nas redes de Bruno (Joaquin Phoenix), um cafetão sem escrúpulos. Para salvar a irmã, Ewa está pronta a sacrificar tudo e, resignada, prostitui-se. A chegada de Orlando (Jeremy Renner), ilusionista e primo de Bruno, restaura a confiança e a esperança de dias melhores. Mas não contavam com o ciúme de Bruno. (Fonte: Filmow)

Minha razão para assistir ao filme foi Marion Cotilard. Eu acho que ela é uma atriz incrível. Acabei me surpreendendo quando vi que Joaquin Pheonix estava nele. Nossa, eu adoro esse cara. A interpretação dele, explosiva, combinada com a delicadeza e determinação de Cotilard transformou-se em algo tão certeiro que a história para mim foi sustentada por isso. Talvez eu deva também dizer que o cenário e a fotografia foram também coisas interessantes do filme, mas ele se afirma nas atuações desses atores (inclusive Jeremy Renner), que fazem de um história tão corriqueira para a época algo destoante e emocionante.

O Abutre – EUA, 2014, Dan Gilroy (adicione ao Filmow) – 4 estrelas

Sinopse: Lou Bloom (Jake Gyllenhaal) é um jovem determinado e desesperado por trabalho que descobre o mundo em alta velocidade do jornalismo sensacionalista em Los Angeles. Ao encontrar equipes de filmagem freelances à caça de acidentes, incêndios, assassinatos e outras desgraças, Lou entra no reino perigoso e predatório dos nightcrawlings – as minhocas que só saem da terra à noite. (Fonte: Filmow)

Como não indicaram Jake Gyllenhaal ao Oscar? Essa é a pergunta que fica quando você vê a’O Abutre. Um retrato perfeito mesmo que um tanto monótono do jornalismo sensacionalista norte-americano. As perseguições aos maiores incidentes, aos de maior mídia, em que quem chegar primeiro ganha. É uma verdadeira corrida pela presa, danem-se os outros. Realmente como abutres, ou se preferir, urubus, ao redor da carcaça do animal morto, brigando para ver quem consegue comer mais. Tem que ser muito calculista, estômago forte e sangue-frio para a profissão e Gyllenhaal, ou melhor Bloom, era. Ainda me arrisco a dizer que possa ser um psicopata. Você passa o filme inteiro enojado pelo personagem e suas façanhas. Nossa, como eu queria dar uns socos na cara dele… Como ele não foi indicado ao Oscar? Bom, a mídia raramente fala mal de si mesma, não é? Mas que merecia, merecia.

Como Roubar um Milhão de Dólares – EUA, 1966, William Wyder (adicione ao Filmow) – 3,5 estrelas

Sinopse: Nicole Bonnet (Audrey Hepburn) é a filha de um falsificador de obras de arte que pede a ajuda de Simon Dermott (Peter O’Toole), um desconhecido que recentemente invadiu sua casa, para roubar uma estátua. O pedido é feito porque seu pai, Charles Bonnet (Hugh Griffith), emprestou para um museu a estátua e sem ler um documento, autorizou exames que provem a autenticidade da obra. Quando os testes forem feitos ficará claro que a obra é falsa, assim todos os quadros que Charles vendeu serão testados de todas as formas e será comprovado que ele é um falsificador. Mas Nicole nem imagina quem a está ajudando em um roubo quase impossível de ser realizado. (Fonte: Filmow)

Uma das minhas metas do 101 coisas para fazer em 1001 dias é assistir a todos os filmes de Audrey Hepburn, uma das minhas atrizes favoritas (senão A favorita). Já que era sábado, uni o útil ao agradável e deixo aqui como dica para vocês Como Roubar um Milhão de Dólares. O filme é bem divertido, simples, com figurino lindo da década de 1960, e o eterno carisma e charme da Audrey. É o pacote perfeito. Nem o melhor, nem o pior filme dela, mas divertido. E ajudou a matar a saudade dos filmes antigos que gosto tanto.