Mulheres Inspiradoras do Cinema

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Por aí: Maranhão – Filmes & Cinema

Entre os passeios de turistas, fomos três vezes ao cinema e em outro dia fizemos uma sessão cinema na casa da Tia Dodô, com uma televisão maravilhosa que mais parecia uma tela de cinema do que uma TV. Resolvi separar para vocês os filmes que vi por lá e seus cinemas para vocês conhecerem um pouquinho dessa parte de São Luís que toda cidade metropolitana tem. Continuar lendo “Por aí: Maranhão – Filmes & Cinema”

Maratona: Revendo Jurassic Park.

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Com a estreia do quarto filme da saga Jurassic Park batendo na porta, resolvi rever os antigos e matar a saudade dessa super produção. Quando eu era criança e o filme era incessantemente repetido na televisão, eu parava para assistir em todas as vezes, mesmo com todos os pesadelos de velociraptors invadindo o meu quarto no meio da noite. Não tinha como resistir a essa história, tanto que todo mundo ficou com saudades e trouxeram a produção de volta. Dia 11/06 está tãããão perto que conto os segundos. Quer matar a saudade comigo enquanto o novo filme não vem?  Continuar lendo “Maratona: Revendo Jurassic Park.”

Mais filmes em 2015 – Março

Tenho percebido que, dentro desse projeto Mais Filmes em 2015, muita gente assiste a filmes mais novos, em alta, e blockbusters. Foi por esse motivo que resolvi continuar com os filmes mais desconhecidos, underground, ou esquecidos pelo tempo para o desafio. Comecei desse jeito como uma experiência (como vocês podem ver nos posts de janeiro e fevereiro), mas vou levar a vertente para frente. Espero que gostem! 🙂

Boa Sorte – Brasil, 2014, Carolina Jabor (adicione ao Filmow) – 2,5 estrelas

Sinopse: João (João Pedro Zappa) é um adolescente de 17 anos que se sente invisível. Judite (Deborah Secco) é uma mulher de 30 anos que já experimentou de tudo. Ela não tem muito tempo de vida e os dois sabem disso. Em uma clínica de reabilitação, eles vivem um amor intenso e transformador. (Fonte: Filmow)

Estava mais que na hora de colocar um filme nacional nesse desafio, não acham? Só acho que não comecei tão bem assim. Para falar a verdade, quando vi o trailer de Boa Sorte no cinema achei que o filme seria melhor do que foi. Acontece. Ás vezes pode ser diferente para vocês. Os pontos altos do filmes foram, com certeza as pontas, de Fernanda Montenegro e a produção gráfica de animação em certos momentos. Sobre o restante, confesso que me decepcionou. O roteiro não é tão bom quanto prometia ser, o menino principal não me impressionou em nada e achei a atuação de Deborah Secco forçada e rústica. Se resolverem assistir, espero que tenham uma experiência melhor.

Era uma vez em Nova York – EUA, 2013, James Gray (adicione ao Filmow) – 3,5 estrelas

Sinopse: 1921. Ewa (Marion Cotillard) e a irmã Magda deixam a Polônia natal para a terra prometida, Nova Iorque. Ao chegar a Ellis Island, Magda, que sofre de tuberculose, é posta em quarentena. Ewa, sozinha e desesperada, cai nas redes de Bruno (Joaquin Phoenix), um cafetão sem escrúpulos. Para salvar a irmã, Ewa está pronta a sacrificar tudo e, resignada, prostitui-se. A chegada de Orlando (Jeremy Renner), ilusionista e primo de Bruno, restaura a confiança e a esperança de dias melhores. Mas não contavam com o ciúme de Bruno. (Fonte: Filmow)

Minha razão para assistir ao filme foi Marion Cotilard. Eu acho que ela é uma atriz incrível. Acabei me surpreendendo quando vi que Joaquin Pheonix estava nele. Nossa, eu adoro esse cara. A interpretação dele, explosiva, combinada com a delicadeza e determinação de Cotilard transformou-se em algo tão certeiro que a história para mim foi sustentada por isso. Talvez eu deva também dizer que o cenário e a fotografia foram também coisas interessantes do filme, mas ele se afirma nas atuações desses atores (inclusive Jeremy Renner), que fazem de um história tão corriqueira para a época algo destoante e emocionante.

O Abutre – EUA, 2014, Dan Gilroy (adicione ao Filmow) – 4 estrelas

Sinopse: Lou Bloom (Jake Gyllenhaal) é um jovem determinado e desesperado por trabalho que descobre o mundo em alta velocidade do jornalismo sensacionalista em Los Angeles. Ao encontrar equipes de filmagem freelances à caça de acidentes, incêndios, assassinatos e outras desgraças, Lou entra no reino perigoso e predatório dos nightcrawlings – as minhocas que só saem da terra à noite. (Fonte: Filmow)

Como não indicaram Jake Gyllenhaal ao Oscar? Essa é a pergunta que fica quando você vê a’O Abutre. Um retrato perfeito mesmo que um tanto monótono do jornalismo sensacionalista norte-americano. As perseguições aos maiores incidentes, aos de maior mídia, em que quem chegar primeiro ganha. É uma verdadeira corrida pela presa, danem-se os outros. Realmente como abutres, ou se preferir, urubus, ao redor da carcaça do animal morto, brigando para ver quem consegue comer mais. Tem que ser muito calculista, estômago forte e sangue-frio para a profissão e Gyllenhaal, ou melhor Bloom, era. Ainda me arrisco a dizer que possa ser um psicopata. Você passa o filme inteiro enojado pelo personagem e suas façanhas. Nossa, como eu queria dar uns socos na cara dele… Como ele não foi indicado ao Oscar? Bom, a mídia raramente fala mal de si mesma, não é? Mas que merecia, merecia.

Como Roubar um Milhão de Dólares – EUA, 1966, William Wyder (adicione ao Filmow) – 3,5 estrelas

Sinopse: Nicole Bonnet (Audrey Hepburn) é a filha de um falsificador de obras de arte que pede a ajuda de Simon Dermott (Peter O’Toole), um desconhecido que recentemente invadiu sua casa, para roubar uma estátua. O pedido é feito porque seu pai, Charles Bonnet (Hugh Griffith), emprestou para um museu a estátua e sem ler um documento, autorizou exames que provem a autenticidade da obra. Quando os testes forem feitos ficará claro que a obra é falsa, assim todos os quadros que Charles vendeu serão testados de todas as formas e será comprovado que ele é um falsificador. Mas Nicole nem imagina quem a está ajudando em um roubo quase impossível de ser realizado. (Fonte: Filmow)

Uma das minhas metas do 101 coisas para fazer em 1001 dias é assistir a todos os filmes de Audrey Hepburn, uma das minhas atrizes favoritas (senão A favorita). Já que era sábado, uni o útil ao agradável e deixo aqui como dica para vocês Como Roubar um Milhão de Dólares. O filme é bem divertido, simples, com figurino lindo da década de 1960, e o eterno carisma e charme da Audrey. É o pacote perfeito. Nem o melhor, nem o pior filme dela, mas divertido. E ajudou a matar a saudade dos filmes antigos que gosto tanto.

Sniper Americano e seu herói construído

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Sniper Americano(2014) é um filme de guerra recente que conta a história do atirador mais conhecido para os norte-americanos na guerra do Iraque. O filme é baseado na obra autobiografia de Chris Kyle, American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Military History. A Lenda, como é chamado, pode ter matado em torno de 255 homens, com 160 mortes confirmadas oficialmente pelo Pentágono. Foi treinado para notar quem representaria perigo para os soldados, salvando suas vidas. Seu complexo de herói não tinha limites e talvez seja a razão para que os expectadores se afeiçoassem a ele.

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 A caracterização do Bradley Cooper como o Chris Kyle beirou a perfeição. A rica barba, o sotaque sulista do Texas, e até o jeito tradicional que existe no estereótipo cowboy. Ele tinha um físico não apenas forte e definido, estilo Hollywood, mas parecia um armário, aqueles homens que parecem ter nascido para lutar, bastante semelhante ao próprio Kyle.  Além disso, desde o início nos é apresentada a índole cristã e ufanista do personagem, manifestada por esses cidadãos tradicionais dos filmes de guerra estadunidenses. Já viram States falando mal de States? Num filme político dificilmente temos isso, então a morte é justificada no filme indicando proteção.

 O cenário mesclava os turnos de Kyle com as voltas para casa. Foram quatro turnos, em que um turno representa um ano em ativa e um ano em casa. No Iraque, com a sua equipe, ele parecia confortável e determinado. Com apenas uma meta em sua vida: manter a segurança de sua equipe, que eram seus parentes sem relação sanguínea, e outros soldados em geral. Em casa, as lembranças da guerra ofuscavam sua vida com a família que tinha construído com sua mulher. Sons despertavam atitudes e mecanismos de defesa. Era o que seu organismo estava acostumado, a entrar em modo de luta a todo momento.

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 O som nesse filme para mim é outra coisa fantástica. Por isso talvez, o único Oscar que ganhou foi o de Melhor Edição de Som, dentre os cinco que foi indicado. Quando saí do filme, lembro de ter falado que o som fazia com que o filme fosse tridimensional para mim (principalmente a respiração do Chris). Sei que é uma frase estranha, mas tentarei explicar. Sons importantes eram destacados de outros e conseguíamos entender suas reações. Enquanto atirava, a sua respiração era a única a ser ouvida na cena, o que nos transportava pro que ele sentia. Nada teria importância até ele apertar o gatilho, o mundo sumia. E essas sensações eram passadas também pela atuação de Cooper, que mergulhou nesse papel. Eu não me sentia no cinema, e sim dentro da tela, do lado dele, fazendo a escolha junto com ele. Isso porque como tudo na vida é uma escolha, ele podia escolher sobre a vida daquelas pessoas. A carga emocional desse tipo de peso é perceptível no filme e o que humaniza e aproxima o público do grande herói criado.