Finalmente, eu vi | Procurando Dory

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Eu me lembro como se fosse ontem o dia em que assisti Procurando Nemo no cinema. Eu tinha nove anos, o cinema perto da minha casa ainda existia e o ingresso eram saudosos quatro reais. Procurando Nemo foi uma grande sensação para os que dividiam a infância comigo em 2003. Imaginem o que Elsa & Anna em Frozen causaram 2014. Nesse nível, mas sem músicas. Por isso, quando a Disney anunciou que teríamos uma continuação para esse clássico da animação, contamos os dias como se fosse a coisa mais incrível que poderia nos acontecer. A mais incrível pode até não ter sido, mas definitivamente entra nos melhores dez momentos, não acha? 😉

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Em Procurando Dory, nós voltamos ao recife em que Marlin, Nemo e Dory começaram a sua jornada para saber como está essa família um ano após o resgate do peixinho com a nadadeira da sorte. Tudo parece estar bem até que Dory começa a se lembrar de sua família e decide que precisa encontrá-los. Os três embarcam numa nova viagem para o outro ldo do oceano em busca do passado e da origem de Dory. A partir do momento em que descobrem de onde Dory veio, nós conhecemos novos personagens que ajudarão a turma a reencontrar sua família.

Assistir ao filme é uma ambiguidade: ao mesmo tempo em que você está mergulhada num clima nostálgico em que você é uma criança de novo, você está assistindo a uma nova aventura que mesmo com personagens já conhecidos nos apresentam a uma história completamente diferente. Na época em que o primeiro filme foi lançado, muitos o consideraram como a animação mais bonita da Pixar (e permaneceu com o posto por bastante tempo). Procurando Dory sustenta o legado e se prova uma animação de alt qualidade, com as melhorias que as tecnologias acarretaram durante os anos que separam as histórias sem perder a identidade do desenho.

A trama arranca risadas, suspiros (especialmente com o show de fofura que a Dory bebê dá a plateia) e, se você se deixar levar (é claro que vai), até lágrimas. O enredo não tem nada de genial (como Divertidamente) ou super original, já abusa de tramas bem conhecidas no cinema de Hollywood. Entretanto, Procurando Dory soube usar as táticas clichês e transformar-se em um filme bonito, encantador e viciante.

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A maior sacada dos criadores da história foi, para mim, a maior interação com as pessoas. O destino que a jornada de Dory, Marlin e Nemo tem os deixa mais próximos aos seres humanos de uma forma que não foi explorada no primeiro filme. Além disso, outro ponto que preciso destacar é sobre a dublagem. Com exceção de Nemo, as vozes do original foram mantidas e isso levou a nostalgia a níveis estratosféricos. Ainda preciso assistir o filme em inglês para ouvir a dublagem da Ellen Degeneres que mais uma vez deu voz a Dory.

Sobre os personagens antagonistas, muito se falou de Geraldo, o leão marinho aparentemente boboca. Sim, ele arranca boas risadas, mas não achei grande coisa. Preferi o companheirismo de Hank, o polvo determinado a ir a Cleveland, e a amizade e  ajuda de Destiny, a tubarão-baleia quase cega. Alguns antagonistas do filme passado dão as caras para nós matarmos as saudades, mas deixo como surpresa quais deles caso você ainda não tenha visto o filme.

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Procurando Dory é um filme para aquecer os corações de pedra dos adultos estressados que hoje são aquelas crianças que sofreram com Marlin para achar Nemo e continuaram a nadar com a Dory falando baleiês. Não vejo nessa continuação um filme que marcará a nova geração como Frozen, mas nem de longe não seria uma fonte de diversão tão boa quanto. Afinal… “Oi, pois não?”

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Ficha Técnica:

Título: Procurando Dory | Diretor: Andrew Stanton | Elenco principal: Ellen Degeneres, Diane Keaton, Ed O’Neill e Eugene Levy  | Ano: 2016 | Classificação: 5 estrelas | Adicionar ao: FilmowLetterboxd

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O Pequeno Príncipe volta para as telonas.

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O Pequeno Príncipe, clássico de Antoine de Saint-Exupéry, costuma ser um livro famoso entre as crianças. Ele traz lições valiosíssimas e a primeira vista simples, contudo bastante difíceis de se identificar e pô-las em prática no dia-a-dia. É incontestável que ao redor do mundo milhares de pessoas sejam apaixonadas pelo pequeno príncipe do asteroide B-612 e suas belas atitudes e palavras. Isso significa que são milhares de pessoas já consideradas como público para essa nova adaptação e extremamente apegadas a esse personagem tão querido. Em outras palavras, um desafio. Continuar lendo “O Pequeno Príncipe volta para as telonas.”

[Crítica] Os Minions roubaram a cena no próprio filme.

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Se você não sabe quem são os minions, meu amigo, por onde você andou? Mas, calma, não tem problema, eu explico. Na animação Meu Malvado Favorito, o maior vilão da história, Gru, se vê cuidando de três menininhas enquanto precisa arrumar um jeito de por o seu plano mais sinistro em ação: sequestrar a Lua. Para isso, conta com a ajuda de uns assistentes bem peculiares: os Minions! Tanto no primeiro quanto no segundo filme, os pequetuchos amarelos roubam a cena (tudo bem, a Agnes também entra na batalha, mas mesmo assim eles ganham, tá?!) e espertos como são os produtores perceberam isso e nos deram um filme só deles! Continuar lendo “[Crítica] Os Minions roubaram a cena no próprio filme.”

Por um mundo com mais animações de Tim Burton.

Acordei com alergia e suas artimanhas. Decidi que um filme seria a melhor companhia durante o dia. Fui para a lista de gravações e lá estava Frankenweenie. Tudo bem, é esse. O desenho mostra até onde uma pessoa vai por amor e como este é a chave para o bem. Victor perdeu seu cãozinho em um atropelamento e, inspirado pelo seu professor de ciências, resolve ressucitá-lo. O que não contava é que seus colegas de sala iriam querer seguir pelo mesmo caminho e roubar a invenção para ganhar a feira de ciências da escola.IMG_0835

Mais tarde, resolvi assistir a O Estranho Mundo de Jack, parado na lista de filmes da Netflix há algum tempo. Dedicarei meu dia a Tim Burton, pronto. Eu nunca tinha visto esse desenho porque tinha medo dele quando era criança. A maioria das coisas que me davam medo naquela época aprendi a superar e, às vezes, a gostar. Mas dou descanso para minha eu criança, teria sim ficado com medo se tivesse assistido. E sim, leitor, sempre fui de me assustar fácil. Hoje, contudo, me apaixonei por Jack e seu desejo de mudança. Deixar o Halloween e ir para o Natal.

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Não satisfeita, catei A Noiva Cadáver. Lembro que foi o primeiro filme que vi no cinema sozinha. Eu tinha onze anos e era o meu aniversário. Na época em que ainda tínhamos cinema perto de casa, fui com meus amigos do fundamental Carol, Pedro e Fernanda. Foi um dia divertido. Mal sabia eu que ali já havia a parceria Depp e Burton. Ali só vi a história da triste menina morta apaixonada por um vivo. Era bonito. Bonito até demais.

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Os desenhos de Tim Burton são tão singulares, tão pessoais. Ele traz assuntos complicados, como, principalmente, a morte, para um universo gentil e delicado, de pernas finas e longas e cabeças grandes. A palidez torna-se regra para um mundo de normal doçura. Em um mundo de animações correntemente toscas, Tim Burton traz um je ne sais quoi para a infância. Nesse mundo, ou melhor, por esse mundo, de animações tortamente realistas, eu quero viver. Por um mundo com mais animações de Tim Burton.