A mulher do século XXI

Estava lá, calmamente passando os tweets, quando me deparo com o da G1: “Fotógrafa critica cultura da depilação em série sensual com modelo ‘peluda’ “. Achei legal. Deixa eu dar uma olhada.

É simplesmente sensacional.

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A fotógrafa francesa fez um ensaio com uma modelo não depilada como crítica ao masoquismo que as mulheres passam por pressão da sociedade. O ensaio foi nomeado de Inverno, justamente por nós “esquecermos” um pouco da depilação nessa estação. A modelo é linda, com uma maquiagem linda e a fotografia é linda. Os pelos não importam. Toda mulher tem pelos.

1600x1200 inverno 2Nenhuma mulher deixa de ser bela porque tem pelos. Cresçam. Não é preciso tirar cada pelinho do seu corpo. Ih, a depiladora esqueceu esse maldito fiapo aqui, pera, vou pegar a pinça. Não. Para. Todas nós temos pelos. E isso precisa ser assimilado. A mulher – como todo mundo sabe – começa a adquirir pelos na adolescência, assim como os homens. É um sinal de amadurecimento e, na vida adulta, um símbolo de experiência.

1600x1200 inverno 3Esse ensaio me lembrou a polêmica com a Nanda Costa no ano passado quando ela posou para Playboy. Fizeram um escândalo na internet porque ela não era depilada. Meu filho, por que ela precisa ser? Depilação dói. Se não dói, coça. Mas, tudo bem, não é? Não é você quem está sentindo. Aprenda a ver a sua mulher pelo o que ela é: uma mulher. Não tente enxergar uma estátua de mármore lisa e hairless. Nós não somos assim. Cabelo cresce e as rugas vêm com o tempo.

1600x1200Claro que de vez em quando, a gente pode aguentar a depilação. Afinal , aguentamos a dor do parto, mas não podemos ser escravas dela. Não é preciso tirar tudo. Se fôssemos para ser assim, Deus não fazia isso com a gente, mulherada. Simplesmente, ficaríamos sem pelos. Lembrando sempre que, também, tudo é uma questão de gosto. Só imagino que poucas de nós devem gostar da dor da cera… Enfim, aqui entra também um julgamento pessoal do que é melhor para si.

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O ensaio completo é delicado e sensual na medida certa. Ele alcança seu objetivo de uma maneira muito bonita. É uma bela forma de regresso ao feminismo, só que sem se igualar a nada, pela defesa de ser quem você é. Peluda ou não.

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A brasileira, a japonesa e a comunicação.

Esse final de semana foi bastante cult da melhor maneira possível. Foi cansativo, mas depois de dois dias divididos entre aula e descanso, consegui tempo para compartilhar as aventuras do final de semana por aqui. Vou separar por aventuras para vocês entenderem melhor:

Parabéns, Vinícius!

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No mês de outubro, o grande mestre da Bossa Nova, Vinicius de Moraes,   completaria 100 anos. Com certeza, você já ouviu uma música desse homem brilhante, mesmo que na voz de outra pessoa. Cantor, compositor, poeta, marido, músico, inovador. A minha querida Niterói montou uma programação para homenageá-lo.  Com uma exposição em cartaz no Teatro Municipal de Niterói, podemos conhecer um pouco mais desse cara que soube ler a alma do brasileiro, em especial o carioca. Na pequena, mas respeitosa exposição, há fotos, objetos pessoais, matérias, reportagens, cartas pertencentes a Vinícius. Lá você conhece um pouco mais a trajetória dele e do seu trabalho. Como já disse, é uma exposição modesta, mas vale a pena visitá-la.

Uma pena que amanhã seja o último dia.

Na Sala Carlos Couto do Teatro Municipal de Niterói – das 09h às 18h.

Leila canta samba.

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Desde criança, minha mãe colocava uma mulher para cantar no rádio aqui em casa. Desde a época das fitas (percebendo que estou velha)… Mas ela cantava bem, muito bem. Eu não conhecia as músicas, mas minha mãe adorava. Por isso, quando passei pelo Teatro Municipal e vi que ela se apresentaria, corri para avisar minha mãe, claro. E quem é a companheira de show dela? Sábado, às 20h, estávamos lá. Eu e ela, ouvindo Leila Pinheiro cantar os sambas antigos. Aqueles bons (de acordo com minha mãe). Eu não conhecia nenhuma música, mas adorei. Que voz!!! Os músicos também tocavam muito bem. Um show! Que show! Ao final, cheguei a ficar pertinho do palco e consegui tirar umas fotos, mas essas ficam pra recordação. Se algum dia virem que haverá um show dela perto de vocês, vão. Não percam.

A japonesa das bolinhas

DSC02479Quando eu era criança, meus pais me levavam ao Campo de São Bento. lembro de ter passado dias divertidos lá, com eles e meus avós. Mas, esse lugar tem um marco na minha vida: os tios que vendiam os bolões coloridos. Eu tinha três (que eu me lembro). Eram um pouco menores que eu naquela época. Imaginem, então, a minha sensação quando entro no CCBB/RJ nesse domingo? A criança dentro de mim acordou e deixou meus olhos brilhando. A exposição da artista plástica japonesa Yayoi Kusama mostra suas obsessões e seus medos de maneiras diferentes durante a sua vida. A principal delas é através das bolinhas. Em pinturas, nas paredes, nas luzes. Há bolinhas em todos os lugares que nos questionam se é assim que ela vê o mundo. Uma exposição muito interessante e, em algum momentos, linda. Ficará no CCBB até o dia 06 de janeiro. Confiram!

Comunication is the best!

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Aproveitando o embalo de já estar do outro lado da poça e no CCBB, entrei na exposição Virei Viral. Que exposição boa. Sério. Mostrando coisas que bombaram da minha (nossa?) geração, focando na comunicação através do século XX e XXI. As melhores curiosidades. É uma exposição pequena e bem leve, mas maravilhosa, muito atual e interessante. Vale a pena passar por lá. De 24 de outubro à 6 de janeiro.

Beatriz e sua arte.

(Sem foto porque não podia fotografar)

A caminho das barcas para voltar para minha Nikity, eu e minha mãe (que foi a guerreira que enfrentou a maratona de exposições comigo) paramos no Paço Imperial. Vimos a exposição fixa da história do lugar, não achamos as lojas que tantos procuramos e entramos na exposição da Beatriz Milhazes. Formada por várias pinturas, a artista brasileira cativa com suas cores, com seu jogo com colagens de símbolos conhecidos e pinturas em tecidos. Pena que também foi o último dia. Descoberta realmente inesperada…

Foi isso, cansativo, mas muito bom! Aqui agradeço a minha mãe (fiel leitora) pela companhia e ao meu professor de Fundamentos das Artes Plásticas pela dica da exposição.

Criatividade na veia!

Aquela manhã de sábado comum, com um “oooowwwnnn!” extra. Estava eu passeando pelo meu feed do facebook e a mulher do meu primo compartilha uma sessão de fotos incrivelmente fofa e criativa. Tudo que consegui pensar (sem ser o oown acima) foi: quando for mãe, quero ter essa criatividade.

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Quennie Liao tirou fotos do filho enquanto dormia, procurando construir o mundo dos sonhos dele. São mais de 100 fotos que estão a caminho de virar livro. Usando materiais típicos da casa, como lençóis, roupas e bichinhos de pelúcia, a fotógrafa free-lancer da Califórnia, trouxe essa fofura para todo o mundo ver. Aqui estão algumas das outras fotos:

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Uma entrevista com a fotógrafa e mais fotos dela estão nesse site: http://www.boredpanda.org/wengenn-in-wonderland-sioin-queenie-liao/ (De onde todas as fotos foram retiradas).

Não é muito fofo?