Tem dias que a gente cresce e dá saudade de ser criança…

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Hoje resolvi que iria entregar a roupa da mãe do meu amigo, que estava guardada aqui em casa, de qualquer jeito. Ele me disse que estava dando uma força para o seu pai no trabalho dele, que é na minha antiga escola. Passo lá e entrego, pensei. Ok. Quando entrei no familiar “colégio”, entupido de gente por causa de uma festa junina, sinto uma onda de saudade me arrebatando. Achei que memórias viriam em seguida, mas o que chegou foi um branco. Para falar a verdade, chegou um sentimento. Uma sensação nostálgica que deixava meu coração pequenininho. Continuar lendo “Tem dias que a gente cresce e dá saudade de ser criança…”

Sobre Julho.

Julho

Olá, amores! Decidi parar e conversar um pouquinho com vocês sobre algumas coisas que acontecerão nesse mês que irão mudar a rotina dessa moça que vos fala. O mês de julho sempre foi um mês especial para mim por motivos óbvios: é o mês do meu aniversário \o/. Mais ainda, Julho é um mês repleto de aniversários, minha mãe, minha melhor amiga, tia, amigos, periquito, cachorro, gato… Deu pra entender, né? Por isso só, sempre foi corrido. Contudo, depois que entrei na faculdade, o final de junho e início de julho significam o temido final de período, no qual se acumulam quinhentos trabalhos e provas e nós, pobres alunos, precisamos dar conta de tudo. Como se isso não bastasse, eu me envolvi com alguns projetos, particulares e para o blog, que irão tomar bastante tempo, mas serão muuuuito legais. Continuar lendo “Sobre Julho.”

Pesadelos da mulher do século XXI – nº 02: A favor do desmatamento.

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Vestidas somos belas. Desnudas também. Como Deus nos trouxe ao mundo. O catolicismo prega que nós somos a imagem e semelhança de Deus. Os humanistas dizem o contrário, Deus que é a nossa semelhança. Um ou outro estando certo, há um fato que não pode-se duvidar: se semelhantes, Deus e Homens são peludos. Durante a Antiguidade, a humanidade brigava com os pelos e inventaram meios um tanto nojentos (apropriados para a época) de erradicá-los do próprio corpo, contudo, com o passar dos séculos e a chegada do cristianismo com suas ideias de pudor, os odiadores aos pelos tiveram que se aquietar e respeitar a mata de cada um, crescendo em todas as direções. Essa situação durou muito tempo. No início do século passado, corpos depilados eram considerados vulgares e passavam longe do belo e respeitáveis. Atualmente, gastamos fortunas a favor do auto desmatamento e colaboramos com a proliferação “coelhística” das clínicas de estética.

O desmatamento começou singelo, mas marcante. Como?, você, querido leitor/a, me pergunta. Simples: já viu fotos das mulheres das primeiras décadas do século XX? Já viram as sobrancelhas delas? Se a sua resposta foi não, está certo. Muitas arrancavam-as completamente e desenhavam uma linha com lápis e estava pronto. A partir daí, foram matas e mais matas devastadas. Replantadas com o movimento de contracultura, nas décadas de 1960 e 1970, e fortemente destruídas com a chegada das décadas de 1980 e 1990, através, inclusive, de novas técnicas que não param de pipocar até hoje. Desde então, a mulher do século XXI busca um equilíbrio.

Hoje precisamos ser ecologicamente corretas. Não desmatar muito, mas não abandonar a prática, respeitando a natureza e todo o blá-blá-blá que a estética não cansa de bombardear em nossos sentidos. E ainda precisamos lidar com comentários de gente que não tem nada a ver com a mata de cada um. Quem se lembra da polêmica envolvendo a Nanda Costa no ensaio que ela fez para a revista Playboy? Você tem todo direito de não se sentir atraído pela mulher que mantém a sua mata, mas não precisa ofender, e afinal, quem sente a dor da cera é ela e não você, meu querido. É algo engraçado, não é? Sempre achei a vaidade humana um ponto engraçado. Preferimos sentir dor para nos sentirmos belos e, consequentemente, bem. Mas isso fica para outra história.