Fuller House: nostalgia em São Francisco.

24920113

Algumas das minhas memórias mais queridas envolvem a casa da minha avó. Eu me lembro de almoçar vendo as séries do SBT. Um Maluco no Pedaço, Eu, a Patroa e as Crianças e Três é demais. Era a tríade suprema. Como era divertido. Eu acredito que essas séries morem no coração de cada criança dos anos 90. E foram elas que surtaram  com, por exemplo, o vídeo do Will Smith no Graham Norton Show revivendo as músicas marcantes de Fresh Prince of Bel-Air. E mais ainda quando a Netflix anunciou que traria de volta para os nossos saudosos corações a série Full House.

Full House foi uma série de sucesso do final da década de 80 e início da década de 90 que nos trouxe a história de um viúvo e suas três filhas, D. J. (Candace Cameron), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary-Kate/Ashley Olsen), em São Francisco. Um pouco perdido sobre como criar suas filhas sozinho, Danny Tanner (Bob Saget) pede ajuda do seu cunhado Jesse Katsopolis (John Stamos) e seu melhor amigo Joey Gladstone (Dave Coulier). Eles se mudam para a casa de Danny e a série segue com a bem humorada rotina da família.

fuller-house-will-officially-be-released-on-netflix-in-2016

Para Fuller House, a história se repete, contudo os gêneros mudam. D.J. perdeu seu marido há dois anos e precisa recomeçar em um novo lugar com seus três meninos, agora que seu pai vai se mudar para Los Angeles.  Ela é surpreendida por seu pai deixar a casa da sua infância para ela. Sua irmã Stephanie e sua melhor amiga de anos, Kimmy Gibbler, resolvem se juntar a D.J. Para a sua nova vida em São Francisco.

Depois de muitas especulações, muitos teasers e muita espera, a série estreou na plataforma no último dia 25 com a liberação da sua primeira temporada que conta com 13 episódios de cerca de quarenta minutos. A maioria do elenco original voltou para as câmeras e enchem nossos corações de nostalgia e carinho a cada episódio. As gêmeas Olsen, no entanto, se recusaram a participar do seu marcante show no papel da irmã mais nova, Michelle. O show, contudo, não deixou barato. Algumas indiretas são lançadas no decorrer da temporada e as frases famosas da personagem são introduzidas por outros. Mesmo assim, seria muito melhor se ela estivesse ali.

fuller_house_0_1452875837

O que senti sobre a produção foi a intenção da Netflix em manter o estilo sitcom da série dos anos noventa, mas não pareceu uma estratégia boa e o tiro saiu pela culatra: Fuller House tem pequenos toques da série antiga com um quê de série da Disney. O cenário me pareceu pequeno, em uma qualidade de resolução tão boa que dessa vez não pareceu uma vantagem. A casa não mudou em nada e está presa no século passado.  Se o Netflix tem recursos para investir numa mega produção como Sense8, por exemplo, poderia ter remontado a casa dos Tanner de uma maneira mais verossímil a atualidade.

As falas dos personagens parecem mecânicas e o humor é esperado, mas não muito eficaz (a única piada memorável é a do Trump). O espectador pode adivinhar o plot daquele episódio de olhos fechados. Falta uma trama maior, por muitos capítulos. Talvez só podemos enxergá-la a partir do episódio oito ou nove. E em todos eles temos aquela montagem clássica de problema-solução-lição que pode cansar o público. O número de episódios, neste caso, pode ter sido uma escolha sábia já que mais que quinze episódios poderiam fazer o espectador abandonar a série.

Fuller-House-02

Defeitos técnicos a parte, temos novos personagens na família, como Tommy Max e Jackson, os filhos de D.J., Ramona, filha de Kimmy, e Fernando seu quase ex-marido. Eles foram os representantes oficias do estilo Disney da série. Bastante irritantes, em especial Fernando, acho que falta um tom de naturalidade neles. Os personagens antigos, agora crescidos, são os encarregados de substituir (não tenho noção de como, por razões óbvias) os três homens da década de noventa. Só que elas não tem nem metade do carisma que Danny, Joey e Jesse tinham.

Apesar de todas as reclamações, eu preciso deixar claro que há momentos de riso – especialmente com as indiretas com as gêmeas Olsen -, de nostalgia, de tensão e, mais que tudo, momentos de família. As participações do elenco sênior da série são os high points do show. E, sobre isso: Netflix, mais Tio Jesse, faz favor?! Só acho que nós estávamos esperando algo muito maior e melhor do que aquilo que nos foi apresentado. Não sei se a Netflix continuará com a série e, se sim, espero que consertem muitas coisas. Talvez, só talvez, as irmãs Olsen tenham acertado em não participar do show… How rude!

Siga o blog nas redes sociais:

Facebook ♦ Twitter ♦ Instagram ♦ Tumblr ♦ Skoob Goodreads ♦ Filmow

Anúncios

O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s