Por aí: Maranhão – Dunas & Lençóis Maranhenses

Dentro dos treze dias de viagem, separamos dois deles para sair de São Luís e ir à Barreirinhas, cidade onde se recebe os Lençóis Maranhenses e o Rio Preguiças. Fechamos um passeio em que no primeiro dia iríamos conhecer os Lençóis e, no segundo, faríamos um passeio de lancha por um pedaço do Rio Preguiças. Foram dois dias tão incríveis, tão bonitos, tão leves… Não poderia deixar de compartilhar com vocês e deixar o meu conselho: faça isso pelo menos uma vez na sua vida.

→ Lençóis Maranhenses

Foto: Luiza Carvalho
Foto: Luiza Carvalho

O livro 100 lugares para conhecer antes de morrer colocou o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses em sua lista por algum motivo, certo? Certo. O espaço de 270 km de perímetro é de tirar o fôlego. A todo tempo me perguntei se eu estava realmente ali, se aquilo era real. Quando ficamos presos em uma vida urbana, mecânica, esquecemos o quanto o mundo é bonito e está esperando por nós. Além disso, compreendemos melhor a necessidade de cuidarmos do nosso planeta a partir do momento em que a beleza se sobrepõe ao estresse cotidiano. A paz que esse lugar nos traz é indescritível. Estamos longe de tudo o que é cinza e sombrio. Recomendo que passem pelo o que eu passei ali: assistam o pôr-do-sol em uma de suas dunas mais altas.

Para chegar ao parque, precisamos passar por um caminho de transição na saída da cidade que era uma mistura de areia e vegetação de cerrado, acho eu, que rendeu uma paisagem muito bonita. Passamos 14 km chacoalhando em uma caminhonete adaptada – com emoção ou sem emoção? COM EMOÇÃO! -, o que rendeu boas risadas e foi muito divertido. Meu conselho é que você procure não ficar nos assentos das pontas, já que eles recebem galhos de árvores o tempo todo.

Ao chegar lá, deixamos os carros para trás e começamos os exercícios. É um lugar que pede muita disposição. Subimos e descemos grandes alturas à todo tempo e para quem está acostumado a praia sabe que não é fácil andar na areia, por isso, subir e descer é obviamente mais difícil. Passamos por cinco lagunas que, me perdoem, não gravei os nomes, só recordo a beleza. A água não é doce, nem salgada, você consegue ficar sentado no lago sem que ela te afogue e a sua calmaria é relaxante. Ficávamos em torno de 40 minutos a uma hora dentro delas e íamos para os exercícios de novo.

Foto: Luiza Carvalho
Foto: Luiza Carvalho

Mesmo com toda a sua beleza e relaxamento, o mais bonito foi ver o reflexo do pôr-do-sol em um dos lagos. Sentar na areia e olhar reto para esse momento do dia que nos arrebata foi lindo demais. Faça o passeio à tarde e assista esse momento.

Dicas: Não deixe de levar água. Um chapéu ou boné é bem-vindo, assim como óculos escuros. Lá é muito claro. Os sapatos são, claro, chinelos. E, por favor, não deixe de passar filtro solar.

→ Passeio de lancha pelo Rio Preguiças

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No segundo dia, fomos pela manhã fazer um passeio pelo Rio Preguiças com três paradas: Vassouras, Mandacaru e Caburé. Foram 69 km de caminho para percorrer pelo dia, com uma paisagem incrível e uma velocidade mais ainda – daquelas que o vento bate no rosto e você mal consegue ficar de olho aberto. Enquanto se está na lancha, é um bom momento para pegar um sol (mais uma vez, filtro solar) e até mesmo tirar um cochilo para quem consegue. Pode acreditar, você se acostuma e consegue cochilar.

A primeira parada foi Vassouras. O local ainda faz parte do parque dos lençóis, com a mesma beleza, areia e lago, mas a atração turística dali era muito mais agitada do que as águas locais: os macaquinhos. Duas amigas minhas compraram bananas para alimentá-los  e eles iam se medo comer as frutas, subiam em cima delas sem medo e coletavam as bananas da cesta como se fossem as últimas que comeriam na vida. Demos o nome de George para o mais ansioso e esperto deles ali. Tiramos muitas fotos, aproveitamos as redes dali e seguimos para o lago para relaxar um pouquinho antes de voltar para a lancha.

Esse é o George e suas bananinhas.
Esse é o George e suas bananinhas.

A segunda parada foi Mandacaru. Um vilarejo pequeno, mas contém uma sede da marinha com um farol. Um farol de 160 degraus. Só passeio leve, não é? Mas ao chegar no topo, a vista recompensava o esforço. Víamos o rio, o vilarejo, tudo. Rendeu belas fotos. Foi uma parada boa para fazer umas comprinhas também. Os artesanatos ali eram mais baratos que na capital e tinha muita coisa bonita. O único lado ruim é que a maioria das lojinhas não aceitavam cartão.

Seguimos para a nossa terceira e última parada: Caburé. Ali almoçaríamos e iríamos para a Praia de Caburé. O almoço ali não é barato e, infelizmente, não fizemos uma boa escolha. Chegamos a conclusão que vinha pouca comida para o preço e o atendimento demorou bastante. Por isso, entrem nos restaurantes e observem antes de escolher. Não caiam na onde de ir ao lugar que o guia indicou, como nós fizemos, só porque é mais rápido. Vá onde você sentir que será melhor, mesmo que demore mais a sentar e comer.

Dali para a praia foi menos de dois minutos. Andamos os incontáveis metros de areia antes de chegar ao mar (totalmente diferente do Sudeste com sua mínima extensão de areia) e montamos acampamento. Eu não tive coragem de entrar na água (o mar sempre me assustou um pouco) cheia de camadas de ondas e acabei ficando andando um pouco, catando conchas (desde criança faço isso em praias, não sei bem o porquê). As meninas entraram e adoraram. Nessa praia, podemos fazer passeios de quadriciclo. Foi a primeira vez que andei e já quero de novo. Fui de carona e amei (obrigada, Gio, minha motorista) e, na próxima oportunidade, quero dirigir.

O tempo de praia acabou e agente voltou para a lancha, dessa vez sem paradas, para retornar à pousada, pegar nossas malas e voltar para São Luís. O passeio pelo Rio Preguiças durou mais ou menos oito horas, com todas as paradas incluídas. A volta para São Luís, assim como a saída para Barreirinhas, dura aproximadamente quatro horas. Os dois dias e suas despesas não foram caros. Planejando certinho é bastante viável (obrigada, Tia Edione, pela ajuda com os planos ❤ ) e dificilmente você se arrependerá desse passeio. Eu sei que eu não me arrependi, e ainda fui arrebatada por ele.

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